Este blog ultrapassou os 2 anos de existência... essa faixa temporária pela qual a minha vida parece reger-se nos últimos tempos.
Parece que tudo se organiza para funcionar por 2 anos... os objectivos, os sonhos e lutas, os espaços, as pessoas... Depois tudo muda, aliás tudo tem mesmo de mudar. O entusiasmo tem prazo de validade e de repente começo a cansar-me da previsibilidade dos dias. E de facto tudo tem mudado... de 2 em 2 anos.
Estou a iniciar o 3ºano de uma nova fase... altura de mudar de rumo. Preciso sair do plateau da curva para voltar ao zero... começar de novo. Experimentar de novo.
Preciso respirar novos ares...
Oxalá...
sábado, janeiro 21, 2006
sábado, dezembro 24, 2005
Boas Festas
Um Natal muito feliz em família
e que o Pai Natal passe o turno ao
Ano Novo para não se esquecer de trazer em 2006
tudo o que faltou este ano!!
:-))
e que o Pai Natal passe o turno ao
Ano Novo para não se esquecer de trazer em 2006
tudo o que faltou este ano!!
:-))
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Em série...
Hoje em dia as lojas são todas iguais... aqui e em todo o mundo. Nenhum presente é de facto especial... nem mesmo os que compramos para nós.
Perdeu-se o interesse de ir aquele local só para ver determinada coisa, comprar aquela lembrança, experimentar aquela roupa... objectos que existiam só ali, lojas que nasceram naquele local, nos atraiam e obrigavam a deslocar.
Perdeu-se a simbologia das coisas e o ritual da compra... que representava o sonho realizado de ter estado lá... e a prova era aquela lembrança que era de facto a única memória do momento e do local. Para ter outra, só mesmo regressando.
A massificação aproximou-nos... mas agora estamos tão perto de tudo que se perdeu o encanto do ir. E quanto mais opções temos, de facto menos nos restam porque são todas iguais.
... é tudo igual!...
Aqui e onde quer que seja!
Perdeu-se o interesse de ir aquele local só para ver determinada coisa, comprar aquela lembrança, experimentar aquela roupa... objectos que existiam só ali, lojas que nasceram naquele local, nos atraiam e obrigavam a deslocar.
Perdeu-se a simbologia das coisas e o ritual da compra... que representava o sonho realizado de ter estado lá... e a prova era aquela lembrança que era de facto a única memória do momento e do local. Para ter outra, só mesmo regressando.
A massificação aproximou-nos... mas agora estamos tão perto de tudo que se perdeu o encanto do ir. E quanto mais opções temos, de facto menos nos restam porque são todas iguais.
... é tudo igual!...
Aqui e onde quer que seja!
segunda-feira, dezembro 12, 2005
domingo, dezembro 04, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
A saga dos professores
1- Já aqui coloquei uma vez um post em defesa dos professores na sua vida errática por esse país fora, mas desta vez fiquei abismada em saber que o seu horário de trabalho efectivo é de 22 horas semanais - horário lectivo!!! 22h semanais?? Quem é que trabalha apenas 22h semanais? Gostava mesmo de saber... digam-me a vossa profissão se tb partilham deste preenchido horário semanal! O horário completo é de 35h mas blá...blá...blá... ninguém cumpre rigorosamente, certo? Sou eu que estou deslocada ou quem é que trabalha apenas 35h semanais? O horário normal não é de 40-42h? E as horas restantes são para prepararem aulas, exposições, passeios, aulas de subsituição... pasme-se!! Horas contempladas no horário para essas coisas???? Agora reclamam por terem que cumprir o horário na escola... significa que iam para casa então nessas horas...
2- Depois reclamam por terem muito trabalho de casa para prepararem aulas e corrigirem testes... ora isso não está contemplado no horário? De qualquer forma trabalho de casa toda a gente tem nas suas profissões e não me parece que haja mais alguma em que esteja contemplado horário para preparar o trabalho do dia a dia. É sempre feito em horas extra em casa, aos fins de semana, mesmo até nas férias!
A profissão de professor pode ter multiplos defeitos, pode haver multiplas queixas sobre as condições de trabalho e horários mas sinceramente os argumentos que actualmente usam não me parece que dignifiquem muito a classe, sobretudo quando evidenciam os horários efectivos de trabalho. Já para não mencionar os multiplos períodos de férias ao longo do ano.
Na questão de horários e seu cumprimento devem ser a classe mais beneficiada!!! Usarem esse tipo de argumentos só coloca a opinião pública de pé atrás...tal como eu fiquei!!
2- Depois reclamam por terem muito trabalho de casa para prepararem aulas e corrigirem testes... ora isso não está contemplado no horário? De qualquer forma trabalho de casa toda a gente tem nas suas profissões e não me parece que haja mais alguma em que esteja contemplado horário para preparar o trabalho do dia a dia. É sempre feito em horas extra em casa, aos fins de semana, mesmo até nas férias!
A profissão de professor pode ter multiplos defeitos, pode haver multiplas queixas sobre as condições de trabalho e horários mas sinceramente os argumentos que actualmente usam não me parece que dignifiquem muito a classe, sobretudo quando evidenciam os horários efectivos de trabalho. Já para não mencionar os multiplos períodos de férias ao longo do ano.
Na questão de horários e seu cumprimento devem ser a classe mais beneficiada!!! Usarem esse tipo de argumentos só coloca a opinião pública de pé atrás...tal como eu fiquei!!
terça-feira, outubro 11, 2005
sábado, outubro 08, 2005
domingo, outubro 02, 2005
quarta-feira, setembro 21, 2005
terça-feira, setembro 20, 2005
Em viagem
Foram 19 dias de descobertas e certezas... Surpreendi-me por estar à espera de mais e por não esperar tanto. Muitas emoções, algumas saudades... mas pouca vontade de regressar.
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sábado, setembro 03, 2005
Choque ambiental
Interessante como o ambiente do qual nos rodeamos altera a visao que temos das coisas, do mundo e dos outros. E rapidamente alteramos a nossa posiçao relativa, de um extremo para o outro!!!
Se me sentia diferente por ser a unica a querer voar mais longe, por ser quem tem uma serie de destinos que enquadrei como metas e uma atitude que nao me deixam assumir com orgulho.... nesses destinos sinto-me diferente por ser a que voei por mais perto, por menos destinos mas com orgulho imenso do pouco que ja consegui conquistar. E fico rodeada por pessoas que ja fizeram muito mais, ja viram muito mais, e tem como metas aquilo por que eu luto todos os dias, sempre na duvida de estar a pedir o impossivel!
A minha duvida passa agora a ser outra... em que direccao sigo? Procuro ir ao encontro dos que vao bem mais na frente (exageradamente depressa, sera?) ou abrando o passo para acompanhar os que ainda vao bem mais atras ( exageradamente devagar, de certeza!)?
Sinto-me no meio e era suposto isso ser o ideal... mas olho para os dois lados sem saber para onde ir.
Acho que vou continuar a percorrer uma perpendicular equidistante dos topos que va ao encontro nao das metas dos outros ou pelo percurso dos outros, mas da meta que eu tracei e pelo percurso que eu vou construindo no dia a dia...
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Se me sentia diferente por ser a unica a querer voar mais longe, por ser quem tem uma serie de destinos que enquadrei como metas e uma atitude que nao me deixam assumir com orgulho.... nesses destinos sinto-me diferente por ser a que voei por mais perto, por menos destinos mas com orgulho imenso do pouco que ja consegui conquistar. E fico rodeada por pessoas que ja fizeram muito mais, ja viram muito mais, e tem como metas aquilo por que eu luto todos os dias, sempre na duvida de estar a pedir o impossivel!
A minha duvida passa agora a ser outra... em que direccao sigo? Procuro ir ao encontro dos que vao bem mais na frente (exageradamente depressa, sera?) ou abrando o passo para acompanhar os que ainda vao bem mais atras ( exageradamente devagar, de certeza!)?
Sinto-me no meio e era suposto isso ser o ideal... mas olho para os dois lados sem saber para onde ir.
Acho que vou continuar a percorrer uma perpendicular equidistante dos topos que va ao encontro nao das metas dos outros ou pelo percurso dos outros, mas da meta que eu tracei e pelo percurso que eu vou construindo no dia a dia...
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domingo, agosto 21, 2005
Saudades de Agosto
Não tenho saudades deste blog... não tenho saudades de mim neste blog. De me encontrar de frente com as minhas palavras... que são as únicas palavras.
Tenho andado ocupada... atarefada com a realidade. Já há muito tempo que não reservo Agosto para férias e por isso este mês que deveria ser de sol e descanso transforma-se sempre numa maratona de trabalho.
Tudo me vai passando ao lado...a família que parte para aldeia, aldeia que eu não visito há alguns anos... as festas da família que vai crescendo e eu mal conheço os novos elementos... a praia onde já não me lembro de ir pela última vez, as noites quentes de Verão, os sonos prolongados de fim de tarde...
Estou a guardar tudo para Setembro, altura das férias... férias que eu não decido, deixo que seja o trabalho a decidir o meu destino e tento prolongar a estadia aliando o útil ao agradável. Gosto que seja assim... gosto de não decidir para onde vou, mas ir em busca de algo, em função de algo, com um objectivo, com um rumo e não apenas só com um destino.
Mas em Setembro a aldeia já está vazia... as festas já passaram, a praia já não tem sol e as tardes arrefeceram. Em Setembro desencontro-me com os outros enquanto vagueio à procura do que eu escolhi... do destino que quis não escolher.
E mais uma vez Agosto me passa ao lado... e eu continuo a viver a vida ao contrário...
Será que vale a pena?
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Tenho andado ocupada... atarefada com a realidade. Já há muito tempo que não reservo Agosto para férias e por isso este mês que deveria ser de sol e descanso transforma-se sempre numa maratona de trabalho.
Tudo me vai passando ao lado...a família que parte para aldeia, aldeia que eu não visito há alguns anos... as festas da família que vai crescendo e eu mal conheço os novos elementos... a praia onde já não me lembro de ir pela última vez, as noites quentes de Verão, os sonos prolongados de fim de tarde...
Estou a guardar tudo para Setembro, altura das férias... férias que eu não decido, deixo que seja o trabalho a decidir o meu destino e tento prolongar a estadia aliando o útil ao agradável. Gosto que seja assim... gosto de não decidir para onde vou, mas ir em busca de algo, em função de algo, com um objectivo, com um rumo e não apenas só com um destino.
Mas em Setembro a aldeia já está vazia... as festas já passaram, a praia já não tem sol e as tardes arrefeceram. Em Setembro desencontro-me com os outros enquanto vagueio à procura do que eu escolhi... do destino que quis não escolher.
E mais uma vez Agosto me passa ao lado... e eu continuo a viver a vida ao contrário...
Será que vale a pena?
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quinta-feira, julho 07, 2005
Closer
Cannonball
There’s still a little bit of your taste in my mouth
There’s still a little bit of you laced with my doubt
It’s still a little hard to say what's going on
There’s still a little bit of your ghost your witness
There’s still a little bit of your face i haven't kissed
You step a little closer each day
That i can’t say what's going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life, it taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball
There’s still a little bit of your song in my ear
There’s still a little bit of your words i long to hear
You step a little closer to me
So close that i can't see what's going on
Stones taught me to fly
Love, it taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannon...
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And i don't wanna scare her
It's not hard to fall
And i don't wanna lose
It's not hard to grow
When you know that you just don't know
Damien Rice
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There’s still a little bit of your taste in my mouth
There’s still a little bit of you laced with my doubt
It’s still a little hard to say what's going on
There’s still a little bit of your ghost your witness
There’s still a little bit of your face i haven't kissed
You step a little closer each day
That i can’t say what's going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life, it taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball
There’s still a little bit of your song in my ear
There’s still a little bit of your words i long to hear
You step a little closer to me
So close that i can't see what's going on
Stones taught me to fly
Love, it taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannon...
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And i don't wanna scare her
It's not hard to fall
And i don't wanna lose
It's not hard to grow
When you know that you just don't know
Damien Rice
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terça-feira, junho 14, 2005
Music in a foreign language
Por vezes apaixono-me por um livro ou um album e quando vou em busca de toda a restante obra surpreendo-me com a desilusão! Já sabemos que é fácil desiludirmo-nos com os autores em si, cuja pessoa não reflete muitas vezes o interesse das suas obras. Mas espanta-me a diferença de interesse entre essas várias obras. E como sabemos distinguir tão bem que é aquela específica que gostamos, que na totalidade apenas aquela e só aquela em particular se destacou tanto das restantes. É aquele momento que sentimos, aquela música, aquelas frases, aquela história. Tudo o resto é do mesmo, em tom semelhante, com forma parecida mas não é o que procuramos. E foi muitas vezes a sorte de cruzarmos com a obra mistério que permitiu conhecermos tudo o resto. Fosse noutro momento e passar-nos-ia indiferente!
Tantas e tantas coisas nos passarão indiferentes só porque não nos encontramos naquela frase, naquele olhar, naquele som... e perdemos a oportunidade de conhecer a anterior... a próxima que se calhar nos iria apaixonar! Temos oportunidades potenciais em tudo... em todos!
Assusta o facto de nos podermos apaixonar pela parte certa no todo errado!
Assusta o facto de não podermos seleccionar as partes certas para construir um todo apaixonante!
Assusta o facto de ser tudo uma questão de sorte!
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Tantas e tantas coisas nos passarão indiferentes só porque não nos encontramos naquela frase, naquele olhar, naquele som... e perdemos a oportunidade de conhecer a anterior... a próxima que se calhar nos iria apaixonar! Temos oportunidades potenciais em tudo... em todos!
Assusta o facto de nos podermos apaixonar pela parte certa no todo errado!
Assusta o facto de não podermos seleccionar as partes certas para construir um todo apaixonante!
Assusta o facto de ser tudo uma questão de sorte!
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quarta-feira, junho 01, 2005
Traçar objectivos
Basta um pequeno objectivo delineado sem grandes elaborações para deixarmos de vaguear sem rumo... a indiferença parece desaparecer e tudo se transforma à sua volta. Pode ser um curso, um exame, um emprego, uma casa, uma relação, uma família... algo que passe a ser um alicerce... e também uma bengala que nos ajuda no percurso. Os sentidos reorientam-se nessa única direcção e cada passo adquire um significado passando a ser dado com o valor de uma contribuição. Parece que a vida ganha cor!
Sempre precisei de ter desafios, mudanças... e sempre a muito curto prazo para não desmorecer... se calhar o que eu sempre precisei foi de objectivos que me dessem um rumo.
Temos pouca ideia por que é que cá estamos... mas se formos arranjando alguns objectivos ao longo da vida provavelmente ficaremos com alguma ideia do que é que andamos cá a fazer. É pouco no meio do universo... mas se for o nosso universo nessa altura passará a ser tudo...
... o que precisamos!
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Sempre precisei de ter desafios, mudanças... e sempre a muito curto prazo para não desmorecer... se calhar o que eu sempre precisei foi de objectivos que me dessem um rumo.
Temos pouca ideia por que é que cá estamos... mas se formos arranjando alguns objectivos ao longo da vida provavelmente ficaremos com alguma ideia do que é que andamos cá a fazer. É pouco no meio do universo... mas se for o nosso universo nessa altura passará a ser tudo...
... o que precisamos!
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domingo, maio 15, 2005
Sempre os mesmos...
Somos iguais em tudo... cada faceta da nossa vida retrata a nossa personalidade. A forma como nos comportamos com quem amamos é incrivelmente semelhante à forma como nos comportamos com a nossa equipa de trabalho. O estar, o sentir, o partilhar, o olhar... é sempre igual! O papel que procuramos para nós é o mesmo adaptado a cada circunstância. Os sonhos são os mesmos. As limitações iguais! Embora não pareça, lá no fundo o resultado também acaba por ser semelhante!
E quando aprendermos que não podemos fugir de nós mesmos passaremos a programar a vida de outra forma...
Passaremos a contar connosco... como somos.
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E quando aprendermos que não podemos fugir de nós mesmos passaremos a programar a vida de outra forma...
Passaremos a contar connosco... como somos.
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