Regressei à Faculdade de onde saí há quase 5 anos. Por 3 meses vou percorrer os mesmo corredores de quando era aluna, de quando me sentia parte da mobília afinal. Agora olho para os mesmos locais, as mesmas pessoas atrás dos balcões e sinto... nada. Cruzo-me com os estudantes em conversas sobre os exames, páro em frente aos placards a olhar as notícias de cada ano, olho por entre os vidros da associação e visito o salão de alunos. Tudo me parece tão remoto nas memórias do meu passado tão recente... saudades, nenhumas. Sinto um alívio de felicidade por já não pertencer aquele mundo, orgulho-me de atravessar por entre capas negras com o meu estatuto de profissional activa.
Cruzo-me com os antigos colegas, com ar adulto, responsável... estão diferentes... estamos diferentes e a assistir às etapas da nossa mudança.
A Faculdade... o que parecia o grande final de uma etapa, o grande objectivo de vida, a última fase... é apenas um nada, uma gota de água no grande oceano da vida que se aproxima... a verdadeira. Não é um ponto de chegada, antes um ponto de partida, um caminho, uma ponte.
Ser estudante é tão decisivo quanto inútil, tão marcante quanto insignificante... tão cómodo quanto desajustado e frustrante.
É ser gente e ser ninguém durante a fase dos sonhos, das lutas e paixões.
É crescer à solta... é viver afinal... mas num mundo de ilusões.
quinta-feira, junho 29, 2006
sábado, maio 06, 2006
Penfriend...
People come into your life for a reason, a season or a lifetime...
Mae Liza
Mae Liza
segunda-feira, maio 01, 2006
domingo, março 26, 2006
Racionalidades
Por ser tão racional transformei-me em cobarde...
É apenas mais uma forma de egoísmo, esta de nada fazermos por medo de nos prejudicarmos. Pousamos as armas assim que nos acenam com ameaças e questionamos o sentido da luta. Para quê? Para os outros, pelos outros? A conclusão é sempre a mesma... não vale a pena.
Não há valor nobre algum que nos demova desta inércia porque nada é mais nobre que o nosso bem.
... Por ser tão cobarde, compactuo na mesma indiferença que me consome a alma...
É apenas mais uma forma de egoísmo, esta de nada fazermos por medo de nos prejudicarmos. Pousamos as armas assim que nos acenam com ameaças e questionamos o sentido da luta. Para quê? Para os outros, pelos outros? A conclusão é sempre a mesma... não vale a pena.
Não há valor nobre algum que nos demova desta inércia porque nada é mais nobre que o nosso bem.
... Por ser tão cobarde, compactuo na mesma indiferença que me consome a alma...
quarta-feira, março 22, 2006
terça-feira, março 14, 2006
Uma questão de escolha...
Caminho por corredores vazios de paredes transparentes que se cruzam com o sol da manhã. No chão reflecte-se a raiva de não poder correr a passos gigantes, com tacão de novos horizontes... tudo o que ouço é o silêncio da ladainha que se repete dia após dia nas conversas ocasionais entre a multidão. Essa multidão que venda os olhos para seguir na única direcção que tem coragem de conhecer... a da conveniência. E que cega a vista de quem se atreve a espreitar pelos cantos a dizer que viu.. que vê... e que queria aprender a ver bem mais além.
Páro a olhar... as hélices do helicóptero lá fora espalham as folhas que esvoaçam pelo ar... folhas soltas de um capítulo da vida que se constroi dia após dia sobre os alicerces da mesma mágoa. A vida é feita de etapas mas todas elas reflectem as mesmas escolhas e convicções. É essa a mágoa. De não ter coragem para mudar o rumo das escolhas, embora as convicções sejam sempre as mesmas. Os resultados também são sempre os mesmos... desencanto.
Desisto... nem sei bem de quê. Acho que sempre fui desistindo. Ouço as palavras que me soam tão amargas como o café que engulo sem gosto: "Vale a pena... vale sempre a pena", dizem-me com a doçura de uma experiencia dedicada... mas o que sinto é um trago de desilusão que me desafia.
Vou sensivelmente a meio... a meio do que pode vir a ser tudo ou do que pode vir a ser nada. Relembro o que está para trás e imagino o que virá. O que passou não é muito diferente mas o que está por vir pode ser. Posso continuar na multidão a espreitar... ou perder-me de vista e ir sozinha.
É esse o desafio. Sempre foi e em cada etapa será sempre essa a essência da escolha.
A grande batalha por que busco, afinal está diante de mim todos os dias...
Páro a olhar... as hélices do helicóptero lá fora espalham as folhas que esvoaçam pelo ar... folhas soltas de um capítulo da vida que se constroi dia após dia sobre os alicerces da mesma mágoa. A vida é feita de etapas mas todas elas reflectem as mesmas escolhas e convicções. É essa a mágoa. De não ter coragem para mudar o rumo das escolhas, embora as convicções sejam sempre as mesmas. Os resultados também são sempre os mesmos... desencanto.
Desisto... nem sei bem de quê. Acho que sempre fui desistindo. Ouço as palavras que me soam tão amargas como o café que engulo sem gosto: "Vale a pena... vale sempre a pena", dizem-me com a doçura de uma experiencia dedicada... mas o que sinto é um trago de desilusão que me desafia.
Vou sensivelmente a meio... a meio do que pode vir a ser tudo ou do que pode vir a ser nada. Relembro o que está para trás e imagino o que virá. O que passou não é muito diferente mas o que está por vir pode ser. Posso continuar na multidão a espreitar... ou perder-me de vista e ir sozinha.
É esse o desafio. Sempre foi e em cada etapa será sempre essa a essência da escolha.
A grande batalha por que busco, afinal está diante de mim todos os dias...
terça-feira, fevereiro 14, 2006
sábado, janeiro 21, 2006
Prazo de validade
Este blog ultrapassou os 2 anos de existência... essa faixa temporária pela qual a minha vida parece reger-se nos últimos tempos.
Parece que tudo se organiza para funcionar por 2 anos... os objectivos, os sonhos e lutas, os espaços, as pessoas... Depois tudo muda, aliás tudo tem mesmo de mudar. O entusiasmo tem prazo de validade e de repente começo a cansar-me da previsibilidade dos dias. E de facto tudo tem mudado... de 2 em 2 anos.
Estou a iniciar o 3ºano de uma nova fase... altura de mudar de rumo. Preciso sair do plateau da curva para voltar ao zero... começar de novo. Experimentar de novo.
Preciso respirar novos ares...
Oxalá...
Parece que tudo se organiza para funcionar por 2 anos... os objectivos, os sonhos e lutas, os espaços, as pessoas... Depois tudo muda, aliás tudo tem mesmo de mudar. O entusiasmo tem prazo de validade e de repente começo a cansar-me da previsibilidade dos dias. E de facto tudo tem mudado... de 2 em 2 anos.
Estou a iniciar o 3ºano de uma nova fase... altura de mudar de rumo. Preciso sair do plateau da curva para voltar ao zero... começar de novo. Experimentar de novo.
Preciso respirar novos ares...
Oxalá...
sábado, dezembro 24, 2005
Boas Festas
Um Natal muito feliz em família
e que o Pai Natal passe o turno ao
Ano Novo para não se esquecer de trazer em 2006
tudo o que faltou este ano!!
:-))
e que o Pai Natal passe o turno ao
Ano Novo para não se esquecer de trazer em 2006
tudo o que faltou este ano!!
:-))
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Em série...
Hoje em dia as lojas são todas iguais... aqui e em todo o mundo. Nenhum presente é de facto especial... nem mesmo os que compramos para nós.
Perdeu-se o interesse de ir aquele local só para ver determinada coisa, comprar aquela lembrança, experimentar aquela roupa... objectos que existiam só ali, lojas que nasceram naquele local, nos atraiam e obrigavam a deslocar.
Perdeu-se a simbologia das coisas e o ritual da compra... que representava o sonho realizado de ter estado lá... e a prova era aquela lembrança que era de facto a única memória do momento e do local. Para ter outra, só mesmo regressando.
A massificação aproximou-nos... mas agora estamos tão perto de tudo que se perdeu o encanto do ir. E quanto mais opções temos, de facto menos nos restam porque são todas iguais.
... é tudo igual!...
Aqui e onde quer que seja!
Perdeu-se o interesse de ir aquele local só para ver determinada coisa, comprar aquela lembrança, experimentar aquela roupa... objectos que existiam só ali, lojas que nasceram naquele local, nos atraiam e obrigavam a deslocar.
Perdeu-se a simbologia das coisas e o ritual da compra... que representava o sonho realizado de ter estado lá... e a prova era aquela lembrança que era de facto a única memória do momento e do local. Para ter outra, só mesmo regressando.
A massificação aproximou-nos... mas agora estamos tão perto de tudo que se perdeu o encanto do ir. E quanto mais opções temos, de facto menos nos restam porque são todas iguais.
... é tudo igual!...
Aqui e onde quer que seja!
segunda-feira, dezembro 12, 2005
domingo, dezembro 04, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
A saga dos professores
1- Já aqui coloquei uma vez um post em defesa dos professores na sua vida errática por esse país fora, mas desta vez fiquei abismada em saber que o seu horário de trabalho efectivo é de 22 horas semanais - horário lectivo!!! 22h semanais?? Quem é que trabalha apenas 22h semanais? Gostava mesmo de saber... digam-me a vossa profissão se tb partilham deste preenchido horário semanal! O horário completo é de 35h mas blá...blá...blá... ninguém cumpre rigorosamente, certo? Sou eu que estou deslocada ou quem é que trabalha apenas 35h semanais? O horário normal não é de 40-42h? E as horas restantes são para prepararem aulas, exposições, passeios, aulas de subsituição... pasme-se!! Horas contempladas no horário para essas coisas???? Agora reclamam por terem que cumprir o horário na escola... significa que iam para casa então nessas horas...
2- Depois reclamam por terem muito trabalho de casa para prepararem aulas e corrigirem testes... ora isso não está contemplado no horário? De qualquer forma trabalho de casa toda a gente tem nas suas profissões e não me parece que haja mais alguma em que esteja contemplado horário para preparar o trabalho do dia a dia. É sempre feito em horas extra em casa, aos fins de semana, mesmo até nas férias!
A profissão de professor pode ter multiplos defeitos, pode haver multiplas queixas sobre as condições de trabalho e horários mas sinceramente os argumentos que actualmente usam não me parece que dignifiquem muito a classe, sobretudo quando evidenciam os horários efectivos de trabalho. Já para não mencionar os multiplos períodos de férias ao longo do ano.
Na questão de horários e seu cumprimento devem ser a classe mais beneficiada!!! Usarem esse tipo de argumentos só coloca a opinião pública de pé atrás...tal como eu fiquei!!
2- Depois reclamam por terem muito trabalho de casa para prepararem aulas e corrigirem testes... ora isso não está contemplado no horário? De qualquer forma trabalho de casa toda a gente tem nas suas profissões e não me parece que haja mais alguma em que esteja contemplado horário para preparar o trabalho do dia a dia. É sempre feito em horas extra em casa, aos fins de semana, mesmo até nas férias!
A profissão de professor pode ter multiplos defeitos, pode haver multiplas queixas sobre as condições de trabalho e horários mas sinceramente os argumentos que actualmente usam não me parece que dignifiquem muito a classe, sobretudo quando evidenciam os horários efectivos de trabalho. Já para não mencionar os multiplos períodos de férias ao longo do ano.
Na questão de horários e seu cumprimento devem ser a classe mais beneficiada!!! Usarem esse tipo de argumentos só coloca a opinião pública de pé atrás...tal como eu fiquei!!
terça-feira, outubro 11, 2005
sábado, outubro 08, 2005
domingo, outubro 02, 2005
quarta-feira, setembro 21, 2005
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